Ainda sem a chapa definida para concorrer ao Governo do Estado, o ex-governador Marconi Perillo (PSDB) foi sondado pelo PT para garantir um palanque ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Goiás. Adversários por mais de duas décadas, ambos os grupos enfrentam um cenário adverso em meio ao protagonismo do vice-governador Daniel Vilela (MDB) e do senador Wilder Morais (PL).
Polarização
O PT aposta no isolamento de Marconi, avaliando que o voto radicalizado ficará com Daniel ou Wilder.
Agro
Ao mesmo tempo, o desejo de lideranças nacionais do PT é formar um palanque forte no estado, considerado estratégico para tentar dialogar com o agronegócio.
Bis
Em 2022, a aproximação já havia sido desejada por Lula, mas Marconi optou não aderir.
Pé atrás
A relação é considerada respeitosa, mas Marconi Perillo mantém cautela sobre o impacto de uma eventual aliança.
Somente com ele?
“O meu problema não é pessoal, não é partidário, não é político. É ideológico, eleitoral. Eu só tenho problema pessoal com o governador Ronaldo Caiado”, afirmou Marconi a veículos de comunicação.
Ela
A articulação é conduzida pela deputada federal Adriana Accorsi, vice-líder do PT na Câmara e presidente estadual do partido.
História
Ela tem uma boa relação com o ex-governador e, em 2011, foi nomeada por ele para o cargo de delegada-geral da Polícia Civil de Goiás.
Governadora
Adriana é uma das cotadas para ser indicada à disputa caso o partido decida lançar uma candidatura própria.
Baixas
Marconi Perillo enfrentou perdas significativas no PSDB; a deputada federal Lêda Borges deixou o partido após 20 anos de filiação e a vereadora de Goiânia Aava Santiago saiu para assumir a presidência estadual do PSB.
