No sentido figurado das expressões políticas, a grande mídia está dizendo que o ex-governador Marconi Perillo jogou a última pá de cal no PSDB. Ocupando a presidência nacional do partido, Marconi vê muitas lideranças assinarem as suas cartas de desfiliação em praticamente todos os estados brasileiros. Eduardo Riedel, governador do Mato Grosso do Sul, foi o último gestor eleito pelo partido em 2022 a procurar outra sigla e está no Progressistas.
Mais
Três deputados federais, dos escassos 13 eleitos em 2022, também já anunciaram que estão de saída.
Ninguém quis
Em um gesto quase desesperado, Marconi fez de tudo para montar uma federação ou uma fusão, primeiro com o MDB, depois com o Republicanos e o PSD, e finalmente com Podemos, mas nenhum quis.
Desfecho
O Cidadania, sucedâneo do PPS, com quem o PSDB manteve uma breve aliança, também decidiu encerrar a união por falta de afinidade.
Outro
Marconi teve chances de migrar para outras siglas, mas desperdiçou todas as oportunidades. A melhor teria sido acompanhar o ex-governador de São Paulo e hoje vice-presidente Geraldo Alckmin no PSB.
Aqui
Em Goiás, o PSDB tem menos de dez prefeitos, dois deputados estaduais e uma federal.
Mesmo assim
Mesmo permanecendo no partido, a maioria desses mandatários já se acertaram com o governador Ronaldo Caiado (União Brasil).
Dupla
O partido tem duas cadeiras na Câmara de Catalão: Rosângela dos Diabéticos, no terceiro mandato, e Leonardo Costelinha, no primeiro.
Nem assim
Não há alívio à vista, mesmo diante do 2º lugar em recentes pesquisas sobre a sucessão de 2026: isolado e sofrendo uma rejeição calculada em 60%, Marconi não tem fundamentos reais para crescer ou manter a posição.
Futuro
Cientistas políticos avaliam que Marconi tende a ser superado pelo senador Wilder Morais (PL), hoje na 3ª colocação, e disputar com o candidato do PT.
