A transferência preventiva de presos após a ameaça de um motim envolvendo integrantes de facções criminosas rivais na Unidade de Polícia Penal de Catalão, nesta sexta-feira, reacendeu a discussão sobre a construção de um novo presídio. Ex-prefeito, Adib Elias (MDB) voltou a defender a transferência para uma área fora do perímetro urbano e afirmou que o episódio é um alerta sobre os riscos de manter a estrutura em uma região cercada por bairros residenciais, como o Jardim Primavera, o Residencial Evelina Nour e as Vilas Cruzeiro I e II.
“Quando defendo um novo presídio para Catalão, não estou defendendo o preso. Estou defendendo as famílias, os policiais penais e o povo de Catalão. É isso que algumas pessoas nunca quiseram entender. Catalão já tem um presídio. O que defendemos é retirar uma estrutura inadequada da área urbana e construir uma unidade moderna, segura e preparada para a realidade que enfrentamos hoje”, afirmou Adib Elias.
A retirada do presídio do local é defendida há anos por Adib. Ele começou a tratar do assunto ainda quando prefeito, entre 2017 e 2024, e conseguiu, em agosto de 2023, a doação de um terreno de 30 mil metros quadrados que pertencia ao Governo de Goiás. O ex-prefeito também levou o projeto para a secretaria estadual de Infraestrutura, pasta onde foi secretário.
Para substituir a estrutura atual, o Governo de Goiás pretende investir R$ 57,2 milhões na implantação de um presídio próximo à BR-050, sentido Catalão-Uberlândia, distante da região residencial.
A proposta é que a nova Unidade Prisional Regional tenha 536 vagas e uma área edificada de 9,2 mil metros quadrados. Construído há mais de duas décadas, o presídio atualmente tem capacidade instalada de 179 vagas carcerárias, com ocupação média de 290 detentos.
Adib, inclusive, colocou a implantação do novo presídio entre os compromissos que pretende defender na Assembleia Legislativa, caso eleito. A proposta é acompanhar a execução do empreendimento junto ao Governo de Goiás e atuar politicamente para que a nova unidade seja efetivamente construída, permitindo a desativação da atual estrutura prisional na área urbana.
“Eu vou continuar defendendo o novo presídio e, se Deus e o povo de Goiás me derem a oportunidade de voltar à Assembleia, esse será um dos compromissos do meu mandato. Eu não quero estar certo depois de uma tragédia. Quero estar certo a tempo de evitá-la”, concluiu.
