A trajetória de um mandato político é construída pela confiança dos eleitores e pela solidez das alianças firmadas, sobretudo. No caso do deputado estadual Jamil Calife (Progressistas), a expressiva votação obtida em 2022 foi resultado da articulação de importantes prefeitos, ex-prefeitos, vereadores e grupos organizados, mas o atual cenário apresenta uma mudança significativa nessa composição. Entre as perdas mais representativas está o ex-prefeito Adib Elias (MDB), referência política da região. Sua liderança foi decisiva para a eleição do deputado.
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Em Ipameri, o afastamento do prefeito Jânio Pacheco (União Brasil) representa a perda de uma base responsável por 3.729 votos para o deputado.
Tomazinópolis
Em Pires do Rio, a saída da ex-prefeita Cida Tomazini (União Brasil) reduz significativamente a presença eleitoral anteriormente construída por Jamil Calife, considerando a votação de 2.199 votos obtida.
No trecho
O mesmo cenário se repete em Bela Vista de Goiás, com a perda do apoio da ex-prefeita Nárcia Kelly (Progressistas), responsável por uma expressiva mobilização que resultou em 2.127 votos.
Aliás
Nárcia planeja disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa também.
Central
Em Goiânia, com o desligamento político do ex-vereador Danilo Arraes, Jamil Calife pode perder uma boa parte dos 1.757 votos que recebeu em 2022.
Grupos
Outras importantes bases também deixaram de compor o projeto do catalano, como os grupos liderados por Marinaldo Fiel (MDB) em Goiatuba, com 1.144 votos, e por Ezinho Bento (União Brasil) em Urutaí, com 631 votos.
Divisão
Além das perdas de lideranças formalmente identificadas, chama a atenção o processo de fragmentação observado nos grupos que apoiaram Jamil em algumas cidades.
Onde?
Em Campo Alegre de Goiás, onde o deputado obteve 964 votos, verifica-se um evidente racha entre os grupos políticos que sustentaram a sua candidatura.
Mais duas
Situação semelhante acontece em Ouvidor, responsável por 876 votos, e em Goiandira, onde foram conquistados 690 votos.
