A política de Goiás vai continuar orbitando em torno do governador Daniel Vilela (MDB) e do ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) até 2030, ao menos. Os dois, estrategistas como são, seguem alinhadíssimos. Caiado soube mais uma vez ampliar os espaços do grupo, e bem cedo, declarando que não vai se aposentar e que pode voltar a disputar o Governo do Estado. Era esperado, mas a antecipação garante tempo de sobra para todas as articulações necessárias.
No primeiro turno
Em 2018, Caiado foi eleito governador derrotando o MDB de Daniel e o PSDB de Marconi Perillo, que lançava o então governador José Eliton à reeleição.
Nova rota
Era a primeira derrota imposta aos tucanos.
Outro primeiro turno
Em 2022, já tendo Daniel como vice, Caiado foi reeleito governador.
Atrás do monte
Anos antes, ao anunciar a aliança com Daniel Vilela, Ronaldo Caiado já preparava a reeleição de Daniel agora e a sua volta em 2030.
Planalto
Caiado, candidato a presidente da República, considerou que poderia romper a polarização entre a esquerda e a extrema direita.
Planície
Ainda assim, não se descuidou da política de Goiás.
Desenhado
Daniel deverá postular um mandato de senador em 2030; o seu adversário tende a ser, mais uma vez, Wilder Morais (PL).
Sabido
Como assumirá em abril de 2030, o vice-governador eleito Luiz do Carmo (PSD) vai pavimentar a estrada para as campanhas de Caiado e Daniel; ao ser indicado, Luiz sabia que essa seria a sua missão.
Pronto
Ao admitir que pode ser candidato a governador, Ronaldo Caiado assusta os adversários e mantém os aliados fortalecidos com a possibilidade de continuidade de um projeto amplamente vencedor.
