O pré-candidato a deputado estadual Adib Elias (MDB) abriu o coração nesta segunda-feira. O editorial do seu Café com Adib Elias, na Nova Liberdade FM, foi um tapa nas críticas que recebeu de ex-aliados durante a última semana. “Política, para mim, nunca foi espaço de poder. Política, para mim, é compromisso, dedicação, relação, lealdade, é palavra. E, quando isso se quebra, não é só o político que sente, é o homem”, iniciou.
Dor
“Pela primeira vez, eu senti o peso da traição. E ela dói. Dói porque vem de onde a gente menos espera. Dói porque a gente olha para trás e vê uma história inteira”, continuou Adib.
Amigos do poder
“E não estou falando da traição política. Essa a gente até entende, faz parte do jogo, infelizmente. A traição que me dói é a de pessoas que eu considerava amigos. É ela que me entristece profundamente, porque levei anos para entender que eles não são meus amigos, são amigos do poder”.
Fato
“Eu ajudei muita gente, e não estou falando isso como cobrança, mas como um fato. Abri portas, estendi a mão, acreditei em pessoas”.
Mudança
“Não vou entrar em disputa pequena, não vou entrar em guerra de versões. Se houve mudança, não foi em mim”.
Lealdade seletiva
O que o prefeito Velomar Rios (MDB) definiu como lealdade na fatídica entrevista de novembro à Rádio Cultura, quando declarou apoio à reeleição do deputado estadual Jamil Calife (Progressistas), é agora somente um raso substantivo que ganhou um adjetivo: seletiva.
Incoerência
Velomar vai ser leal a alguém que conheceu agora pouco e deixar de lado alguém a quem ele mesmo se refere como “amigo de 40 anos”?
Dúvida
Uma outra pergunta delicada começou a ser feita pela cidade nas últimas semanas.
Conveniência
Por que Velomar quis contornar os outros nomes lançados à época da pré-campanha e ser o candidato oficial de Adib Elias, e agora não quer a vinculação com eles?
Asseclas
Relembrar a estratégia de Velomar em 2024 faz cair por terra a tese das pessoas que o cercam, de que ele seria eleito mesmo sem o apoio de Adib.
